Equilíbrio
Uma vez me peguei perdido em pensamentos, na janela de uma velha casa, admirando o vento que arrastava os grãos de barro que se perdiam, toda vez quando os meus olhos se fechavam, pensei:
- Somos seres impressionantes, os únicos que possuem a maior capacidade de bondade, se preocupar com o próximo, ter compaixão e ser pacífico.
Disse isso enquanto passavam algumas crianças correndo, sorrindo, aproveitando uns com os outros, crianças são muito interessantes, sempre tão inocentes, são como baús do tesouro, recipientes que carregam milhões de possibilidades.
- " Entretanto, temos a mesma capacidade para a maldade, ódio, rancor, egoísmo, inveja, somos como balanças, tudo depende de como colocamos os pesos "
Isso me veio quando me deparei com alguns sujeitos bêbados, falando coisas sem sentido, a fuga de seus olhares eram claros, apesar de tentarem transparecer felicidade. Decidi esticar as pernas, andar um pouco, meus pensamentos me torturam, talvez eu pense demais.
Após um mês, voltei a cidade, ao barulho, aos gritos que representam todos os pecados humanos, sinto saudades de quando era pequeno e mostrava aos meus amigos truques de mágica que tinha aprendido com meu pai, lembro do amigo que fiz:
- Você está bem? Obrigado por me defender daquele valentão, mas por quê fez isso?
Respondi: - Porque alguém tinha que fazer alguma coisa, não era certo deixarem que te batessem, mesmo que eu levasse uma surra.
O homem nasce inocente e com o instinto de proteger seus semelhantes, mas pode ser facilmente corrompido para que proteja somente a si mesmo. Escolhemos ou somos obrigados a isso? É uma questão que me faz pensar e se eu respondesse a você, eu estaria esquecendo de mim.
Autor: Bruno Gomes


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