Arte e Cultura
O que fazer
Em ventura o que irei fazer, se com o meu não queres mais ter,
para outros o que dizer, se não sou mais eu quem é amado por você,
ao meu coração o que irei fazer, sem ti ele não se quer pensa em bater,
o coração então para viver só pensa em ser dono do teu, anseia perene.
Todo meu ser então chora, tudo o que se sentia saiu a fora,
por esse teu frescor minh'alma outra vez implora, sinto por ti onírica vontade,
toda a vontade em mim invade, a sede desse amor quero mas uma vez viver,
portanto o seu louco amor que ribombara hoje te abandona, nos abandona...
O que fazer me pergunto, tão acostumado a estar junto desse teu coração,
para onde irei com meu sentimento que desenfreado não recocheteia,
nem mesmo junto a toda mágoa esse meu coração persiste, mesmo triste...
Mesmo vivendo sobre descaso não da pra esquecer aquele abraço que
em mim fez grande traço de paixão, se porventura meus olhos fecho
já me vem todo o desfecho de tamanha decepção, tudo dentro do coração.
Mattew, aluno do 2º ano

Um pequeno pedacinho da minha história
E lá estava eu, perdido, sem saber para onde ia. Eu apenas tinha a consciência de onde eu vim e que era lá onde queria estar! Durante toda a minha vida, morei no interior; um lugar maravilhoso para se viver; tranquilo, bonito, entre outras (eu poderia passar o dia citando qualidades da minha casa). Porém, um lugar "esquecido por Deus", ou melhor, pelo governo, a falta de políticas públicas acaba com a região. Só não entendo por que nos, do interior, somos menosprezados e considerados inferiores aqueles da cidade grande. Afinal, somos gente do mesmo jeito! "Farinha do mesmo saco" como dizia minha falecida avó. Enfim, isso não vem ao caso, no momento! O problema agora é para onde vou e o que farei da minha vida. Estou desempregado, sou pai de família e novo na cidade. Embora a vida no campo seja maravilhosa, "nem tudo é um mar de rosas", não dava para continuar, a situação não permitia, a seca acabou com tudo! O jeito foi se mudar para a cidade grande. Ela é tão diferente (a cidade): barulhenta, suja (acho que aqui também não há políticas públicas de qualidade), mal consigo respirar, deve ser por conta dessa fumaça que empesteia a cidade. As pessoas aqui andam mexendo em aparelhos tão esquisitos, cadê os botões dessa coisa? Espero que as coisas mudem para melhor. Tenho uma linda família e me esforçarei para dar tudo do bom e do melhor para ela. Afinal, ela é a única coisa que eu tenho e que realmente importa, é o meu bem mais precioso, é a minha família!
Maria Eduarda, 1º ano, Conselho Editorial

Existe um limite para a ciência?
No filme de ficção científica A Ilha, clones humanos são criados como apólices de seguros para aqueles que têm a saúde frágil e provavelmente precisarão de órgãos novos no futuro. Quão longe estamos dessa realidade? Saberemos lidar com ela?
Imagine que toda a Terra que conhecemos está contaminada devido a algum desastre, exceto uma ilha se salvou. Essa era a história contada para os “sobreviventes”, as poucas pessoas que sobraram e que moravam trancafiadas numa estrutura a qual as deixavam “seguras” da poluição externa. Todas elas tinham como maior ambição ser sorteadas para ir para a ilha e voltar a povoar o nosso planeta. Entretanto, na verdade, elas eram clones de pessoas que viviam no “mundo real” e que pagaram para ter cópias de si feitas. “Ir para ilha” significava morrer para que o cliente, dono do clone, pudesse sobreviver.
Parece extremamente assustador e desumano à primeira vista. Mas quantas coisas assim a ciência já não fez para chegar aonde está? Hoje falamos em humanidade, em ética, porém esses são assuntos de uma sociedade contemporânea, preocupada, pelo menos em princípio, com os direitos humanos. Tudo que construímos de inovador, isso é certo, foi somente à luz da ciência. O problema é que talvez ainda não se tenha estabelecido um limite. Até onde podemos ir?
O filme levanta várias ideias interessantes de se debater. Neste século de tecnologias e descobertas, tem muita gente querendo “brincar de Deus”. Nunca, em nenhum período da história, tantas pessoas tiveram o poder de exterminar a raça humana. Quando esse poder sobe à cabeça, saber lidar com ele não é fácil.
Além do mais, também dá para relacionar o filme com o Mito da Caverna, de Platão. Um dos sobreviventes começa a questionar sua existência naquele local e percebe indícios de que alguma coisa está muito errada. Ao longo do filme, vemos sua luta em fugir de lá e buscar ajuda do lado de fora, enquanto, claro, tenta desesperadamente não ser assassinado por sua audácia.
Talvez estejamos vivos devido às vacinas e aos antibióticos que tomamos. Ponto para a ciência. Mas essa mesma que pode salvar vidas também pode levar a caminhos obscuros. Assistir a “A Ilha” é pensar, de antemão, nas implicações de uma clonagem humana. É necessário discutir e adquirir uma opinião, possivelmente precisaremos dela num futuro próximo.
Luana Natália, 3º ano ensino médio
Funny games (Violência gratuita)
Filme de 1997, escrito e dirigido por Michael Haneke, que causou uma grande polêmica. Bom, filmes de diretores caracterizados “gênios” só por serem anunciados já causam um alarde significativo no público da sétima arte, mas este possui motivo para tal.
Muitos que o assistiram foram motivados pelo título (a pessoa que escreve esse texto, por exemplo), pois esperavam uma dose de violência cinematográfica como em Laranja Mecânica, por exemplo. MAS Haneke nos deu um belo soco na consciência e direi o porquê.
O filme começa com uma família viajando para passar as férias em uma casa perto de um lago, e no primeiro dia de estadia já é “visitada” por dois jovens de branco muito simpáticos. Esses sádicos jovens são os causadores do terror que esta família passará durante quase duas horas de filme.
Durante todo o filme o espectador fica tenso devido o desenrolar das torturas que propositalmente não são mostradas, a não ser as causadas pelas vítimas, fazendo com que quem assiste comemore com a violência exposta. Além do fato do personagem Peter, um dos jovens de branco, interagir com o espectador nos tornando então cúmplices de toda aquela crueldade.
Haneke mostra nessa obra a capacidade de manipulação que os diretores possuem ao produzir um filme, e nos soca ao criticar o quanto necessitamos de violência ao ponto de consumirmos filmes que só mostram sangue.
Luana Alves, 3º ano Ensino Médio
“ Quando tudo dá errado em nossa vida, tendemos a querer procurar um culpado. Tem de existir. A culpa é de quem? Deus? Destino? Macumba das garotas que não vão com a sua cara? Do seu namorado, que não fez nada para evitar que você se decepcionasse? Não. A vida acontece todos os dias, independentemente do que você deseje ou queira. Mesmo que você se feche para o mundo, ela ainda vai acontecer. O sol nascerá, a tarde cairá, o céu se cobrirá de estrelas e a lua iluminará. E o que tiver que acontecer, vai acontecer {...} Você sabe por quê? Porque precisamos de decepções para amadurecer. Sem ela, nada seríamos. É como se a cada decepção nos fosse dado um frasco de vida, e a cada vez que nos machucamos temos mais vontade de viver. Se não existissem as dores do mundo, seríamos todos frágeis, fracos, feito papéis que se rasgam facilmente com qualquer puxão.”
Esse trecho do livro da Isabela Freitas, o “Não se apega, não” é um ótimo passatempo pra esse fim de férias. A própria Isabela é narradora-personagem, e por isso ele está direcionado para meninas (mas os meninos deviam ler, com certeza). Trata de vários contos de partes da vida da personagem, e mesmo ela tendo apenas 22 anos, as ‘lições de vida’ são aquelas que você lê e te marca a semana inteira.
Mas eu não vim falar da autora, nem do livro, mas sim desse trecho. Identifiquei-me com ele, pois sou muito estressada, pra mim nunca NADA está bom, sempre espero o melhor do dia, das pessoas, e de mim. Se alguma coisa sai errado, é culpa de alguém que tenha feito aquilo ser daquele jeito, nunca minha. É exatamente o que esse trecho quer mostrar, se você sempre vê problema no mundo, tenha certeza, não é ele que está errado e sim, você. Quando cair a ficha, pense em melhorar, mude-a, pois isso só depende de você.
Lidijane Leão, 3º ano, Ensino Médio
Estou te pedindo assim:
Não chores pelo canto
Não sem mim...
Faças como antes
Refaça o instante
Lute pelas partes
O todo às vezes é improvável...
Olhe adiante e te lança
Não que não queiramos tua presença
Nos olhos que avizinha tua herança..
Pois só os tolos sonham com aquilo
Que ninguém alcança....
Aguinaldo Nas

Sentado em um banco de um bando de máquinas
Melhor assistindo, quase nunca assistido
Uma roupa configura sua posse de operário
Em um banco de um bando comportado de máquinas
E que engraçado! Quanta sensibilidade!
Está apontando sua mão humana-máquina
Na direção do controle máquina-humano
E o comando vai se formando:
Enquanto vai...
nunca,
Mais depressa vai...
Volta,
Mesmo assim não trai...
Faz,
A medida exata...
Cai,
Na atenção abstrata...
Forma,
A pessoa, a máquina.
Melhor assistindo, quase nunca assistido
Uma roupa configura sua posse de operário
Em um banco de um bando comportado de máquinas
E que engraçado! Quanta sensibilidade!
Está apontando sua mão humana-máquina
Na direção do controle máquina-humano
E o comando vai se formando:
Enquanto vai...
nunca,
Mais depressa vai...
Volta,
Mesmo assim não trai...
Faz,
A medida exata...
Cai,
Na atenção abstrata...
Forma,
A pessoa, a máquina.
Aguinaldo Nas
"Cine Holliúdy"
SINOPSE: interior do Ceará, década de 1970. A popularização da TV permitiu que os habitantes da cidade desfrutassem de um bem até então desconhecido. Porém, o televisor afastou as pessoas dos cinemas. É aí que Francisgleydisson entra em ação. Ele é o proprietário do Cine Holliúdy, um pequeno cinema da cidade que terá a difícil missão de se manter vivo como opção de entretenimento.
Sobre o filme: Quando as primeiras imagens dessa produção foram mostradas em um evento fechado para o mercado exibidor, bateu uma curiosidade e tanto. Afinal, que raio de diálogo doido era aquele? A explicação veio rápida e quem se aventurar pela sala escura desavisado, vai levar um susto. O ideal é saber de cara que você está prestes a assistir a um filme todo em "cearensês", ou cheio de cearensidade explícita. Para contornar a situação a opção dos realizadores foi meramente legendar. Ou seja, numa época em que o crescimento das cópias/exibições dubladas é notório, esse título nacional se apresenta com esse recurso "sui generis" e o resultado, usando uma expressão bem nordestina, é porreta.
Direção: Halder Gomes
Gênero: comédia
Nacionalidade: Brasil
Maria Elisa, Conselho
TIRINHAS. CARICATURAS, DESENHOS:
Feitos por Júnior, 2º ano.
http://barddo.com/work/6, link relacionado aos trabalhos de Júnior Samurai, do 2º ano.
Dentro do seu abraço é onde eu queria estar
Aquele abraço bem gostoso, carinhoso, que só você sabe dar.
Aspirando seu perfume e esquecendo minhas preocupações
Porque não importa aonde eu vá, se estiver com você, estou sem aflições
Seria ótimo se sorrisses para mim.
Se seu sorriso não existisse, tenho certeza, a vida não seria tão bela assim
Só penso em você, venha, preciso desse abraço, uma vez que sem você
É como se me faltasse um pedaço.
Luana Natália, 3º ano
"Cine Holliúdy"
SINOPSE: interior do Ceará, década de 1970. A popularização da TV permitiu que os habitantes da cidade desfrutassem de um bem até então desconhecido. Porém, o televisor afastou as pessoas dos cinemas. É aí que Francisgleydisson entra em ação. Ele é o proprietário do Cine Holliúdy, um pequeno cinema da cidade que terá a difícil missão de se manter vivo como opção de entretenimento.
Sobre o filme: Quando as primeiras imagens dessa produção foram mostradas em um evento fechado para o mercado exibidor, bateu uma curiosidade e tanto. Afinal, que raio de diálogo doido era aquele? A explicação veio rápida e quem se aventurar pela sala escura desavisado, vai levar um susto. O ideal é saber de cara que você está prestes a assistir a um filme todo em "cearensês", ou cheio de cearensidade explícita. Para contornar a situação a opção dos realizadores foi meramente legendar. Ou seja, numa época em que o crescimento das cópias/exibições dubladas é notório, esse título nacional se apresenta com esse recurso "sui generis" e o resultado, usando uma expressão bem nordestina, é porreta.
Direção: Halder Gomes
Gênero: comédia
Nacionalidade: Brasil
Maria Elisa, Conselho
TIRINHAS. CARICATURAS, DESENHOS:
Feitos por Júnior, 2º ano.
http://barddo.com/work/6, link relacionado aos trabalhos de Júnior Samurai, do 2º ano.












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