A solidariedade é o amor em movimento.

sábado, 21 de outubro de 2017

A solidariedade é o amor em movimento.



   No dia 7 deste mês (outubro) foi realizada mais uma edição do CESA solidário. Dessa vez, o município que visitamos foi Caiçara do Rio do Vento. 
   ''Eles vão chegar logo?'' Não duvido que este tenha sido um dos grandes questionamentos das famílias que estavam nos esperando. ''Vai demorar muito para chegar?'' foi o nosso. Tudo era novo para a equipe do conexão CESA.
   Chegamos, show time. Com a ajuda de todos os alunos, logo pusermos as coisas em seus devidos lugares na escola que ficamos. Honestamente, o choque de realidade começou aí. Torci para ser só por alguns minutinhos.
   Quem conhece uma boa trupe de crianças 'arteiras' sabe que é difícil sair limpinho ou com cabelos arrumados depois de brincar com eles, pois a energia deles é pelo menos o o triplo da nossa. Sempre estranhamos quando nos deparamos com crianças sérias, quietas ou tímidas e foi o que encontrei quando cheguei. 
Será que era apenas vergonha? O que passou na cabeça delas quando chegamos? Como foi o dia delas? Elas dormiram bem? Medo? Não sabemos. 
    Hora de comer. Hora de dançar. Hora de brincar. Hora de fotografar.
   Depois de organizarmos todo o espaço, deu início a diversão. Brincadeira na areia para lá (Relatos de que os sapatos dos que ficaram na recreação tem areia até hoje, inclusive o unicórnio), Zumba para cá. A música ganhou espaço, assim como os sorrisos escondidos das crianças e suas mães. Já ouviram o ditado de que a dança une pessoas? Foi o que aconteceu. Não importa o quão diferente éramos, apenas fizemos de um pequeno espaço a nossa pista de dança. As recompensas foram gargalhadas e uma coreografia maravilhosa. ''Quem dança(canta), os males espanta''.
   Quanto as fotografias, estava tão tímida quanto as crianças para sair perguntando quem queria tirar foto, mas elas aceitaram e fiz questão de elogiar cada uma delas, porque de fato eram muito educadas e lindas (que aqui significa ''por dentro e por fora''). Não quis cobrar poses, apenas as deixei se familiarizarem com a câmera e eu com elas. 
   Numa breve pausa até a próxima criança a ser fotografada, uma delas veio falar comigo. -''Eu e minha irmã te achamos incrível e muito bonita''. - Retribuí o carinho com um abraço nas duas e claro, um ''Obrigada''. Eram\São crianças carentes, mas não tinham carência de humildade e eram repletas de amor em seus corações. Sérias ou sorridentes, se mostraram com menos timidez e eu com mais empatia por elas.
  Algumas crianças infelizmente ficaram sem presentes devido ao descuido de suas mães para inscrevê-las na lista. Foi doloroso ver aquele pessoal se desmontando em lágrimas depois de um dia alegre, foi como perder mais uma vez, e elas já perderam demais. Optei por não fotografar isso.
   Em ações deste tipo, sempre nos perguntamos porque às vezes, muitos são injustiçados pela forma que o mundo funciona, pela forma que ele move. Por que ainda há fome e pobreza no mundo? Por que ainda há conflitos por ideologias e tantos retrocessos à idade média? 
   Não são só as crianças de Caiçara, diversos polos no mundo clamam por ajuda e atitudes solidárias como essa, mas também clamam para receberem a atenção devida ou para que todas esses problemas tenham um fim. Mas nem sempre o significado de ''humano'' pode ser algo bom, da mesma forma que também pode ser e o CESA solidário é um exemplo disso. ''A solidadariedade é o amor em movimento''.
   Como diria ''Imagine'' de John Lennon: 
''You may say that I'm dreamer, but I'm not the only one. I hope someday you'll join us and the world will be as one''
Traduzindo: Você pode dizer que eu sou um sonhador, mas eu não sou o único. Eu espero que você se junte a nós e o mundo será como um só.

Seja solidário, o mundo precisa de ajuda!

Hora das fotos.
Recomendo essas duas músicas para ouvir:
https://youtu.be/y0wzDTutlmE (Dia Especial, do Tiago Iorc)https://www.youtube.com/watch?v=NLiWFUDJ95I  (Imagine, Pentatonix version)




































































Fotos, edição e texto: Joyce Marie T. Freire.






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