Artigos e Crônicas
Há um pouco mais de um ano cidades brasileiras vêm sofrendo com maior seca de décadas. Tudo isso trouxe problemas graves de falta de água e os principais são: o desabastecimento nos reservatórios e falta de distribuição de água para a população.
Com relação a esse problema de desperdício, estudos apontam que 40% da água tratada no Brasil é desperdiçada como em banhos de longo tempo, em cozinhas e lavanderias, nos banheiros, em carros e no próprio lazer.
Soluções como graves racionamentos d’água, políticas contra desperdício estão sendo cada vez mais discutidas.
Para você nos ajudar a economizar mais água para que essa situação não chegue num estado crítico, leia algumas dicas de como economizar:
· Feche torneiras quando estiver se barbeando ou escovando os dentes;
· Saber usar mangueiras sabiamente, só quando realmente necessário;
· Feche a torneira quando estiver ensaboando a louça;
· Quando for lavar seu quintal, leve um ou dois balde com água.
Cada item citado acima economiza de 10 a 20 litros de água, pense no seu futuro e economize, aliás, ela(a água) está virando o nosso tesouro.
Pedro Henrique, 2º ano

Jovens no Mercado de Trabalho
Ao iniciar uma discussão sobre mercado de trabalho é comum surgirem dúvidas a respeito do assunto, pois, mesmo que seja um termo corriqueiro de se ouvir, não signifique que seu conceito também seja conhecido. Assim, vale ressaltar um pouco do que seria "Mercado de Trabalho".
É possível compreendermos de forma generalizada que mercado de trabalho é o conjunto de oportunidades de empregos oferecidos pelas empresas públicas, privadas, de economia mista, pelas pessoas físicas, entre outros. Além disso, mercado de trabalho também está relacionado a qualificação profissional, que por sua vez, encontra-se impreterivelmente interligado a questão da educação. Dessa forma, tornando-se indiscutível a relevância da formação educacional na vida de todo indivíduo que pretende ingressar neste contexto, o qual vem se tornando cada vez mais concorrido.
Porém, é notável um distanciamento dos jovens a respeito do assunto, principalmente, para aqueles que têm entre 18 e 24 anos, segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada pelo IBGE.
Esse encolhimento da mão de obra jovem se dá por diversos motivos. Entre eles, podemos citar o receio por estar começando uma fase de independência na vida, assim, preferindo a continuidade do conforto oferecido pelo ambiente familiar para dar prioridade aos estudos e enfrentar um mercado com mais "bagagem" no futuro. Outra causa seria o desinteresse dos estudantes pela escola, está é a base para a qualificação profissional, sem ela, não terá preparo para concorrer; ou mesmo, se tornará uma mão de obra barata.
Enfim, deixo uma mensagem para os estudantes que estão nesta etapa de correr atrás daquilo que almejam para suas vidas: não podemos ter medo de crescer, é preciso sermos fortes para conseguirmos atingir nossos objetivos e superar os obstáculos, pois, a hora é agora e o futuro somos nós que fazemos!
Tendo em vista o crescimento da criminalidade em todo o país praticado frequentemente por menores de 18 anos; muito já se falou sobre a venda e comercialização de armas de brinquedo. Até mesmo, foram criadas leis referentes à proibição de tais objetos. Contudo, tal medida será suficiente para que haja a redução da violência no Brasil? Ou melhor, será o uso de armas infantis a causa para o crescimento desenfreado dessa violência? Ao se tratar de valores empregados a crianças, todo o cuidado é pouco. Pois, quando se entrega a mesma uma arma, por mais que ela seja de brinquedo, criará na cabeça dessa criança uma ideia positiva referente a arma. Dessa forma, podendo não apenas induzir, mas dar a esta criança um meio de praticar atos de violência. Por outro lado, embora uma criança não saiba distinguir o certo do errado; desde cedo, a ela é ensinado o correto, tanto por seus pais, quanto seus(as) professores (as) nas escolas; ou seja, por mais que presentearmos uma criança com esse brinquedo, podemos lhe explicar o que deve ou não ser feito. Logo, a comercialização de armas de brinquedo não é a causa para o aumento da criminalidade no Brasil. Desde que a utilização desse objeto por menores de idade seja supervisionada e controlada por seus respectivos responsáveis.
Maria Eduarda, 1º ano, Conselho Editorial

Até onde um homem vai em defesa de uma ideologia?
Crime e Castigo, de Dostoiévski, conta a aflição de um homem que resolve matar em nome de um “bem maior”. Louco ou revolucionário?
Acredito que eu tenha encontrado a melhor aplicação existente para a máxima “não concordo com seus argumentos, mas os entendo” em Raskólnikov, personagem de Crime e Castigo, do célebre Dostoiévski. Foi com muita animação e expectativa que comecei a ler esse livro e devo confessar: ele não me decepcionou em nada.
Raskólnikov é um estudante de direito, que largou a faculdade por falta de recursos, e mora num quarto imundo, que dá a ele margem a todo tipo de pensamento. A nossa personagem principal acalentava uma teoria própria, a de que o mundo era dividido entre homens ordinários e homens extraordinários. Àqueles, que viviam uma vida sem grandes acontecimentos e não se preocupavam muito com o mundo ao seu redor, a lei se aplicava rigorosamente; a estes, entretanto, desde que com um propósito em mente, tudo seria permitido. Não existiam leis, regras ou obstáculos para os homens extraordinários. Tendo-se na mais alta estima e acreditando ser um homem extraordinário, Raskólnikov mata a machadadas uma velha usurária, a qual ele chamava de “piolho” (alguém que não acrescentava nada à humanidade, muito pelo contrário: era um parasita e deveria ser esmagado, tal qual fazemos com piolhos), e sua irmã, uma boa mulher, que estava no lugar errado na hora errada.
Todo o desenrolar do livro pauta-se sobre esse acontecimento. Raskólnikov, que sempre achou que tivesse uma inteligência superior à de qualquer outro homem, começa a se comprometer em conversas e a dizer mais do que deveria. Ao mesmo tempo que vai construindo sua própria acusação, tenta a todo custo se livrar dela. Muitas vezes, na verdade, a impressão que ele deixa é a de um louco. O desvario que toma conta dele após o crime, que o faz delirar e desmaiar, não é o de alguém assolado pela culpa, entretanto. Raskólnikov, ao matar a senhora usurária, não o fez para ficar com o seu dinheiro, mas sim para dar o primeiro passo, para começar algo maior. Ele inspirava-se em Napoleão e ao ver-se ficar preso numa intricada rede de suspeitas as quais, na sua maioria, ele mesmo ajudara a construir, a loucura vem porque ele percebe algo: talvez ele não seja um homem extraordinário. Talvez ele não consiga sequer subir o primeiro degrau da escada da glória sem ser preso pela polícia russa.
Eu entendo perfeitamente o pensamento de Raskólnikov, apesar de repudiá-lo. Sua irmã estava prestes a se casar com um homem o qual ela não amava apenas para livrar a família da miséria. Enquanto isso, ele assiste à velha senhora razinza e má cobrar até o último tostão dos seus devedores. E foi aí que veio o pensamento de matar. Napoleão não tinha matado e, àquela época, não era visto por alguns como herói? Não tinha bustos expostos? Admiradores aos montes? Raskólnikov queria ser um Napoleão, mas ele tinha de começar a pôr sua ideologia em prática de algum jeito. Quem julga se uma pessoa como ele, nas suas circunstâncias, é má? Por outro lado, quem ele pensa que é para decidir quem vive ou quem morre?
O livro vale sua leitura por diversos aspectos: as análises psicológicas são excepcionais; as perguntas que surgem do enredo são tantas e tão complexas que dá para pensar sobre elas durante uma vida; o autor, muito inteligentemente, também dá espaço às histórias paralelas ao dilema de Raskólnikov e elas não deixam a desejar. E o final do livro deixa qualquer um boquiaberto com a reviravolta que acontece em três páginas. Crime e Castigo é, com certeza, uma das melhores obras que já li na vida. Recomendo de olhos fechados tranquilamente.
Luana Natália, 3º ano, ensino médio
Todos nós somos diferentes. Nosso jeito, nosso gosto, nossa condição social...não existe aquela sociedade em que todos gostam da mesmo coisa, tem a mesma cor de pele, a mesma condição social ou a mesma sexualidade.
No mundo, há pessoas negras e brancas, ricas e pobres, homens que gostam de homens, mulheres que gostam de mulheres, enfim, muitas variações. E vivemos assim, temos que respeitar as diferenças.
Infelizmente, muitos não respeitam as diferenças e isso vem desde tempos antigos e passa de pai para filho.
Então, está na hora de parar com o preconceito para que tenhamos um mundo melhor.
Lidiane Leão, 8º ano A

DIREITOS HUMANOS: IDEAL VS. REAL
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o conjunto de artigos que declara direitos iguais a homens e mulheres, independente de raça, cor, sexo, religião, etnia, nação, língua, posição política e classe social, é reconhecido internacionalmente como Direitos Humanos. Mas em prática, isso existe? Vamos refletir sobre esse questionamento a partir da leitura de 3 (três) dos 30 (trinta) artigos escritos na Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH).
Artigo I: "Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos.”. Isso não se aplica à realidade. Sabemos que liberdade e igualdade para a classe burguesa e a classe proletária, por exemplo, possuem conceitos distintos, sendo os ricos privilegiados e os pobres não. Sendo assim, a classe social está diretamente ligada aos nossos direitos, confrontando a definição exposta inicialmente.
Artigo III: "Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.". Como o anterior, esse direito não é uma prática exercida por todas as nações. Com sistemas de saúde e segurança públicos precários, por exemplo, o direito à vida é retirado pelo Estado, quando ele deveria garantir os direitos fundamentais básicos. Sabemos que o direito à liberdade e a segurança pessoal nesse sentido também é falho, quando vemos um negro ser descriminado e ameaçado fisicamente por causa da sua cor de pele.
Artigo IV: "Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.". Socialmente, o conceito de escravidão no Brasil ainda é muito restrito à ideia de que isso aconteceu apenas no período colonial. Hoje sabemos que ainda existe trabalho escravo. Recentemente em São Paulo (SP), foi descoberto um grupo de bolivianos mantido em regime fechado, com carga horária além do que a lei permite e condições de trabalho sub-humanas, reconhecido internacionalmente como trabalho escravo.
Retomando a questão inicial, é importante dizer que ainda que essa declaração tenha sido criada em 1948 e seja válida até hoje, a sociedade ainda não consegue executar essas resoluções universais propostas pela ONU. É inegável que a DUDH é uma conquista mundial, mas evidentemente há uma necessidade de repensar as relações humanas e realizar o que foi idealizado pela organização há tantos anos.
Júnior, 2º ano

Da ideologia para a estrutura
Os direitos dos homens foram criados desde as primeiras civilizações, mas sabemos que estes direitos eram para poucos. Após a Guerra Fria é que foi realmente discutido e criado os Direitos Humanos.
A criação destes foi bem recente e sua verdadeira implantação parece que irá ocorrer daqui a alguns anos, pois apesar de todos conhecerem seus direitos, são alguns que os tem devidamente atendidos.
Nossos direitos são lesados todos os dias devido à falta de cumprimento do Estado em realizar políticas públicas. Logo nossos serviços públicos de saúde, educação e segurança são precários. E com essa falta de investimento temos que recorrer ao particular para termos nossas necessidades atendidas.
Sabemos que nosso país segue o modelo capitalista, logo o capital é o que realmente controla o Estado, e esse interesse por lucro acarreta em uma falta de profissionalismo de alguns e na liberação de infratores por pagamento de propina. Essa liberdade paga é o maior exemplo de descumprimento de um dos principais artigos dos Direitos Humanos: a igualdade perante a lei. Além destes problemas que todos conhecemos e sempre colocamos em pauta, há a falta de liberdade de expressão. Apesar de não vivermos em um governo ditatorial as manifestações são oprimidas, algo que é usado para mudar tal situação é silenciado.
A realização absoluta de nossos direitos só irá ocorrer, infelizmente, quando os governantes quiserem. Com isso todos nos perguntamos o que fazer, e a resposta mais óbvia, direta e simples é a de exercermos nosso papel de cidadão. Devemos analisar minuciosamente cada candidato e não votarmos em branco ou realizar aqueles “votos protesto”, além de cobrar cada projeto prometido durante as eleições.
A nossa memória é fraca para lembrarmos dos vários projetos prometidos, mas temos capacidade crítica o suficiente para analisar os problemas sociais e exigir com unhas e dentes cada mudança necessária.
Luana Alves, 3º ano

Que país é este?
Há um tempo, quando estava olhando o feed de notícias de minha página numa rede social, vi uma imagem que chamou minha atenção, pois ela continha uma informação interessante: "Brasil: um país onde o estudioso é um mané, e o malandro é o cara".
Apesar de concordar com essa frase, acredito que não somos o único país a desvalorizar o conhecimento. Em diversas mídias de outros países, vemos o mesmo esteriótipo. É lamentável que as coisas funcionem desta maneira, pior ainda é saber que este se torna um problema irrelevante. O que está errado, uma vez que o adolescente se encontra em fase de construção de identidade e princípios? Com tanta influência negativa teremos adultos com conceitos deturpados. A velha pergunta já cantada por tantos jovens retorna, então: que país é este?
Maria Eduarda, 1º ano
Logo após a ditadura militar que ocorreu entre os anos de 1964 e 1985, foi criada a Constituição brasileira, que tinha escrito, em suas centenas de páginas, os direitos e deveres dos cidadãos. Com o advento da democracia, os poderes executivo, legislativo e judiciário ganhavam sua força. Junto com essa democracia veio a idéia de mudança nos brasileiros.

Que país é este?
Há um tempo, quando estava olhando o feed de notícias de minha página numa rede social, vi uma imagem que chamou minha atenção, pois ela continha uma informação interessante: "Brasil: um país onde o estudioso é um mané, e o malandro é o cara".
Apesar de concordar com essa frase, acredito que não somos o único país a desvalorizar o conhecimento. Em diversas mídias de outros países, vemos o mesmo esteriótipo. É lamentável que as coisas funcionem desta maneira, pior ainda é saber que este se torna um problema irrelevante. O que está errado, uma vez que o adolescente se encontra em fase de construção de identidade e princípios? Com tanta influência negativa teremos adultos com conceitos deturpados. A velha pergunta já cantada por tantos jovens retorna, então: que país é este?
Maria Eduarda, 1º ano
Logo após a ditadura militar que ocorreu entre os anos de 1964 e 1985, foi criada a Constituição brasileira, que tinha escrito, em suas centenas de páginas, os direitos e deveres dos cidadãos. Com o advento da democracia, os poderes executivo, legislativo e judiciário ganhavam sua força. Junto com essa democracia veio a idéia de mudança nos brasileiros. Os mandatos dos presidentes iam passando e o desenvolvimento do Brasil ia aumentando, com uma nova moeda e novas perspectivas as classes sociais estavam se fixando. Elas foram divididas em letras, onde a mais pobre era a classe D. Um partido com idéias inovadoras estava ganhando espaço e após alguns anos se estabilizaram no poder do país. Várias mudanças como a diminuição da classe D estão ligadas ao aumento de emprego no país, mas o salário comparado ao preço de alguns produtos essenciais é muito baixo, então pessoas que vem do interior para a cidade se decepcionam.
Três principais direitos que deviam funcionar nesse caro seria o da moradia, alimentação e educação, porém essas pessoas vão construir suas casas em morros que correm risco de desabar, sem a menor estrutura e não sabendo com que dinheiro irá comprar seu alimento ou como poderá melhor seu emprego sem uma boa educação. É dessa forma que estão os dias atuais, boa parte da população não sabe seus direitos e o país está casa vez mais escondendo seus problemas.
Lidijane, 3º ano
Direitos humanos: na papel uns, na prática outros.

Nossa sociedade passou por um período delicado de sua história entre os anos de 1964 e 1985. A ditadura reprimiu os indivíduos e os direitos humanos dos cidadãos tornaram-se apenas uma utopia. Ainda hoje, guardamos conosco resquícios daqueles tempos em que não se tinha o direito de ir e vir.
Direitos humanos: na papel uns, na prática outros.

Nossa sociedade passou por um período delicado de sua história entre os anos de 1964 e 1985. A ditadura reprimiu os indivíduos e os direitos humanos dos cidadãos tornaram-se apenas uma utopia. Ainda hoje, guardamos conosco resquícios daqueles tempos em que não se tinha o direito de ir e vir.
A cidadania brasileira ratificada pela constituição cidadã de 1988, foi conquistada recentemente e ainda precisa de muito para se tornar plena. Questiona-se, por exemplo, o fato de a polícia ser militarizada, exatamente como na época da ditadura. Ironicamente, aqueles que seriam uns dos responsáveis por garantir os direitos humanos da sociedade, não têm os seus próprios respeitados.
Entretanto, a despeito de sermos um dos países com a maior concentração de renda do mundo, temos uma cidadania que evolui a passos lentos, mas que já conseguiu dar grandes saltos como legalizar o casamento gay e instituir a lei Maria da Penha. Essas conquistas foram adquiridas devido à pressão de setores da sociedade, comprovando o fato de que o Estado não se constitui apenas por políticos, mas principalmente por cidadãos.
Fica notório, portanto, que nossa cidadania está em construção e, assim, os direitos humanos previstos no papel ainda não são vistos reproduzidos inteiramente na prática. Para mudar essa situação, é necessário que o indivíduo não se destitua do Estado, que a escola inicie seus alunos no mundo político e que a militâncias já existentes se intensifique. Assim, a nossa democracia será realmente plena e explícita.
Luana Natália, 3º anoFica notório, portanto, que nossa cidadania está em construção e, assim, os direitos humanos previstos no papel ainda não são vistos reproduzidos inteiramente na prática. Para mudar essa situação, é necessário que o indivíduo não se destitua do Estado, que a escola inicie seus alunos no mundo político e que a militâncias já existentes se intensifique. Assim, a nossa democracia será realmente plena e explícita.



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